mudanças conscientes

sei que muita gente que está tentando engravidar fica num duelo com a própria mente de: até onde se preocupar (e pensar no assunto) ajuda ou atrapalha o processo. eu mesma demorei para entender que participar ativamente do processo de engravidar NÃO quer dizer ficar louca só pensando nisso. daí que desde a virada do ano eu fiz algumas mudanças que me ajudaram demais a deixar essa fase mais tranquila e prazerosa (já tinha dito por aqui que agora eu quero mesmo é ficar saudável. o processo de engravidar ou não já tá rolando e só vai terminar quando uma das duas coisas acontecerem: ou eu engravidar, ou eu desistir. e eu quero estar preparada pra esse término, seja qual for). vamos a elas:

1) já tava fazendo, mas vale citar de novo: acupuntura. jesus como minha vida (e minha ansiedade) mudou desde que eu passei a fazer acupuntura!

2) meditação. essa aqui eu sei que é mais “pesada”, e que depende do tipo de fé (ou de ligação com você mesma), mas ajuda. MUITO.

3) exercício físico. essa nem precisava falar, né? eu que era cara de pau e tava achando que tudo bem ter parado tudo porque, né? corpo de grávida não pode chacoalhar. e como eu achava que tava SEMPRE pra acontecer, inventava que tudo bem estar completamente parada. mentira. (ou pelo menos é mentira até eu engravidar)

4) PLANOS. parece banal, mas eu tinha deixado de fazer planos, porque tava sempre com essa ideia da iminência da gravidez. pois agora desisti. vou fazer todos os planos que eu quiser. quando eu engravidar, de fato, eu repenso eles todos. por enquanto, eu tô livrinha pra viagens, empregos novos, noitadas regadas a álcool e tudo que eu quiser e me der vontade.

além disso tudo, tô lendo um livro ÓTIMO, que uma amiga que demorou cinco anos pra engravidar (e agora já tá barrigudinha, linda!) me indicou: é o The Whole Pregnancy Handbook e dá pra comprar aqui ou no iTunes. é tipo incrível, ajuda a entender quais vitaminas são importantes e como é possível, sim, se preparar para uma gravidez, sem que a ansiedade que isso poderia causar atrapalhe o processo. aliás, arriscaria dizer que ler e me educar sobre o assunto mais diminui do que aumenta a minha ansiedade.

e vamos que vamos, que no verão que vem eu tenho certeza que vou estar barriguda. ah, vou.

 

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quase no fim da espera

daí que nesse ciclo eu de fato relaxei. não foi de um dia pro outro, não foi por causa desse ou daquele motivo específico, mas como tinha dito já, decidi que esse processo todo precisava ser mais leve, ou eu ficaria louca e desistiria dele. mas claro que algumas coisas que eu tenho feito certamente ajudaram a tornar a ansiedade algo saudável e suportável. faz dois meses que voltei à terapia, e tem sido muito bom entender o que é o processo de engravidar pra mim, minha relação com a minha família, analisar os laços maternos (que são infinitamente mais fortes que os paternos, na minha família), e o tipo de mãe que eu quero ser, parar de querer ter controle de tudo… certamente estar em paz com o caminho que eu quero tomar ajuda a trilhar esse caminho desde já. também procurei um acupunturista que é especialista em infertilidade. acho que de tudo o que eu fiz, esse foi o mais imediato e fácil de identificar. o tratamento ajuda as taxas hormonais (que, de fato, subiram consideravelmente esse mês) e a ansiedade. e ajuda MESMO. tipo, quase que tira com a mão. também tenho feito quiropraxia, que eu sei que parece que não tem nada a ver com nada, mas o tratamento tem deixado meu corpo BEM mais relaxado e leve.

enfim, não estou dando dicas para alguém fazer igual a MIM, mas acho muito importante a gente prestar atenção no nosso corpo e tentar suprir esses buracos que a gente sente que estão lá. ah! e pra não esquecer: quando tudo isso dá errado, dou um search em “meditação guiada” no youtube e faço o primeiro que aparecer, entre 20 e 30 minutos. ajuda SUPER!

e esqueci de falar do assunto do post! minha espera acaba esse sábado! bom fim de semana sem ansiedade para todo mundo!

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mente tranquila…

corpo são. quantas vezes a gente já ouviu isso na vida? engraçado que, quando você realmente precisa da sua mente tranquila, não consegue chegar lá.

pois. eu estou duelando com a minha própria mente desde que comecei a tentar engravidar, em março desse ano. já passei por muitos (muitos) altos e baixos e mês passado tive o baixo mais baixo deles. acontece que meu exame de gravidez no meio da fase lútea deu “quase” positivo (positivo bem baixinho) e eu me enchi de esperança. mas minha menstruação desceu no dia certo, e eu fiquei arrasada achando que tinha meio que inventado aquilo tudo.

pra mim foi meio fundo do poço porque eu quase tive uma crise de ansiedade e foi só lá embaixo que me deu o estalo: eu preciso evitar essas crises de ansiedade porque elas ME fazem mal. foda-se a probabilidade de engravidar ou não, quantos porcento eu perco ou ganho da porra do óvulo grudar no útero, EU preciso estar mais calma. porque a minha vida continua, com ou sem essa gravidez (que nem existe ainda). foi libertador.

decidi que não gastaria mais os meus neurônios com “e se?” e que ocuparia minha mente das coisas que precisavam da minha atenção e estavam pulando na minha frente (amigos, trabalho, família), em vez de mentir pra mim mesma que não tinha tempo, só para poder me dedicar às minhas pirações de “por que não chega a minha vez?” e “será que isso é um sintoma de gravidez?”.

daí que esse mês eu fiz tudo diferente. eu e meu médico. tentamos outra “técnica”, eu parei de falar sobre o assunto, foquei em outras coisas e… fiquei feliz! entendi que tudo vai dar certo, sim, sem nem saber o que esse “dar certo” é. o importante é acreditar que a vida é boa e vai melhorar, senão os dias (e os meses, e os anos) ficam muito ruins. e eu não quero que a minha vida seja ruim. com ou sem filho. percebi que estava piorando minha qualidade de vida com a ansiedade, e ninguém merece isso. nem minha família, nem meu marido, nem EU.

o resultado? fui fazer um ultrassom logo depois da ovulação e meu médico, todo orgulhoso, disse “você está diferente, mais calma. consigo ver isso até na evolução do teu ciclo esse mês. você está de parabéns!”. fiquei tão feliz que chorei, até. é isso. se der certo, melhor ainda. mas fazer desse caminho um martírio, nunca mais. nem eu, nem essa gravidez (que vai acontecer), nem o bebê merecem.

rumo à barriga!

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as coisas boas da vida

quando a gente fica tão focada em uma função (e quando essa função, no caso, é engravidar, multiplique o foco por um milhão), é fácil perder a noção do todo, do resto da vida, das pequenas alegrias.

eu preciso admitir de cara que minha ansiedade e meu (nem sempre) pessimismo dificultam ainda mais essa tarefa, e é por isso que quando eu consigo respirar fundo e ver as coisas um pouco mais de longe, ganho os melhores presentes. “a vida é implacável”, diria a minha mãe, mas eu acho mesmo que a vida é foda. foda de boa, foda de difícil, foda de foda. 

nas últimas semanas, os hormônios e o cansaço e a ansiedade de não saber se esse vai ser O mês ou só mais UM mês me roubaram, além de algumas horas de sono, meu poder de concentração. passei dias tentando cumprir tarefas absolutamente corriqueiras e imbecis e me sentindo mal por não estar “rendendo” como deveria.

estressei, chorei, tentei me privar de pequenos prazeres pra terminar as malditas tarefas durante DIAS, e acabei a semana passada completamente esgotada. daí a falta de foco foi dando lugar às minhas atividades mais prazerosas: cuidar dos gatos, cuidar das orquídeas, replantar mudas, refazer as contas (e descobrir que ano que vem, talvez, sobre um pouquinho!), pensar nos presentes até o fim do ano… e as listas foram naturalmente voltando para a minha mente e algumas acabaram até semi-executadas!

no fim, estressar com a pilha de coisas a serem feitas ou simplesmente relaxar e admitir que, naquela semana, você não deu conta, dá no mesmo (pra sua capacidade de terminar tarefas). a diferença é que você não sofre no processo (e a vida fica muito melhor, né? do que achar que todo dia é o pior dia da vida). e tentar eliminar sofrimento no processo é das maiores prioridades da minha vida, agora. 

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o melhor pior período

quem tá tentando engravidar e não está conseguindo sabe que tem uma fase do ciclo que é foda. são os malditos 14 dias que separam a ovulação da menstruação. não sei se eu já fiquei completamente louca e penso nisso demais, mas o começo do ciclo, antes de ovular, para mim é mais tranquilo. é a parte do ciclo que você tem certeza que não está grávida, que bebe sem culpa, que não pára pra fazer conta.

daí tem o dia da ovulação, a preparação toda e… os próximos 14 dias. os primeiros cinco ainda são tranquilos. os últimos oito… é uma oscilação constante de “tenho certeza que tô grávida” pra “não tô grávida de jeito nenhum” várias vezes por dia (várias = centenas, em alguns dias).

desde que eu comecei a induzir a ovulação com hormônios, porém, isso inverteu um pouco. como a indução requer injeções diárias para estimular o ovário, me peguei mais preocupada se o ovário vai responder e se vai ter óvulo ali pra estourar do que na segunda fase – até porque, por causa dos hormônios, a segunda fase fica TÃO histérica e fora de padrão que é impossível “sentir” alguma coisa.

mas preciso admitir que a segunda fase tá só começando – e eu não garanto que não vá surtar na semana que vem.  mas já aprendi que é tudo uma questão de aprender a lidar com a ansiedade, e isso é importantíssimo para quem está no mesmo barco que eu. das coisas que eu já tentei fazer para “amenizar” a ansiedade da TWW (em inglês eles têm termo pra tudo né? pois, essa espera dos 14 dias da fase lútea, por lá, chama two week wait), a melhor foi o que eu chamei de desencanar ativamente.

as pessoas dizem que pra engravidar tem que desencanar. pois eu já digo aqui que é IM-POS-SÍ-VEL. e digo mais. se a minha gravidez DEPENDER disso, não engravidarei nunca. então tentei “desencanar ativamente”. voltei a ler biografias (minhas preferidas. e entrar na vida de outras pessoas te faz parar de pensar na sua, naturalmente) e voltei a bordar. estou me concentrando em bordar presentes pros filhos dos amigos, para celebrar e pensar de forma positiva na gravidez dos outros e nesse processo como um todo. tem sido uma bênção…

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todo mundo grávido

não é dor de cotovelo, é desabafo. não queria a gravidez de alguém, nem que alguém não ficasse grávida para acontecer comigo. não sei se é porque eu tô tentando (e não tô conseguindo, né?) mas ultimamente tá TODO MUNDO GRÁVIDO.

as que quiseram, as que não quiseram, as que tentaram, as que não tentaram, as casadas, as solteiras, as por acidente, as que adiaram e se programaram (e, claro, rolou sem esforço), até as viciadas em crack (uma amiga que também tá tentando e não tá rolando me mandou um dado que dizia “60% das viciadas em crack já engravidaram uma vez. 30% já engravidou duas”, PUTA MERDA, né?)… só eu que não. meu marido já mandou um “claro, né? as que não engravidam não postam no instagram dizendo ‘olha, NÃO consegui engravidar'”.

é que a vida é bem cruel às vezes. e o dia de hoje foi especialmente difícil, com hormônio bombando no corpo e uma tristeza de seguir em frente… vai passar (se não a tristeza, o efeito dos hormônios pelo menos). mas só por hoje vou reclamar. por que O MUNDO TODO e eu não?

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minha história

minha relação com maternidade é um pouco distinta (tá, qual não é, né? tem assunto mais particular e único do que esse?), mas para mim é um pouco mais próxima e distante porque descobri, aos 17 anos, que tinha endometriose. minha endometriose era massiva, agressiva, ocupava quase minha cavidade abdominal inteira e, já na primeira cirurgia, me roubou um ovário inteiro. a cirurgia em si foi pesada, o tratamento com hormônios, que duraram mais seis meses, foi pior ainda.

procurei ajuda em todas as formas de medicina possível e por decisões erradas de vários lados, dois anos depois eu voltava para a mesa de cirurgia – agora com o outro ovário bastante afetado pela doença. fato é: fiz três operações significativas em um período de três anos e me sobrou apenas um pedaço de um ovário.

passei a não menstruar (condição essa que continuará comigo para sempre, conseguindo engravidar ou não) e deixei o sonho da maternidade adormecer junto com parte do meu sistema reprodutivo. ou seja, sempre soube que teria dificuldade para engravidar e, por isso, nunca passei muito tempo pensando em QUANDO seria mãe, até para não me frustrar com o fato de que talvez isso não fosse acontecer na minha vida (e eu era muito nova e estava feliz de ter erradicado a doença, que tinha atrapalhado demais a minha vida desde que comecei a menstruar). funcionou até eu conhecer o homem da minha vida.

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